A felicidade virá fazer morada



Você sorri como se ela fosse importante, diz que ela adiciona algo em sua vida, a abraça apertado como se nunca fosse soltar e, então, se afasta sem motivos e a deixa com o coração na boca e com uma irreparável falta de ar. 
Ela sente receio de perguntar algo, tem medo de alguma consequência se pedir uma resposta e deixa este sentimento a preencher e esmagar aos poucos, como se num dia frio tivesse sido deixada trancada para fora de casa e pudesse ver a chuva caindo em sua pele, deixando uma marca.

Você não percebe, ou pior, não se importa. Só quer saber das suas conquistas pessoais e das suas barreiras ultrapassadas, não se importa com mais ninguém, nem ao menos nota. Na realidade, só vê seu próprio umbigo por mais que alguma outra pessoa o observe com atenção e tente lhe dar o mundo sem precisar lhe falar.
Ela respira fundo e decide seguir em frente quando você, entediado, entra em contato. De repente, todo aquele peso desaba em cima dela e a força daquela mulher desaparece. Ah, ela se torna tão pequenina e perde a fala.
Você e ela se atraem como um ímã, mas ela se fere como uma presa encurralada. Você precisa aprender de vez a deixar essa mulher ir embora. Ela precisa compreender e nunca mais olhar para trás. Vocês vão seguir em caminhos separados e, enfim, a felicidade virá fazer morada. Ela aprenderá, enfim, o significado real do verbo amar.
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