O mar em seus olhos e a saudade no peito

Você vai olhar em meus olhos acreditando que sejam esmeraldas, então entenderá que meu olhar retrata o mar, profundo e misterioso. Assim, tentará me compreender ao olhar com atenção as janelas de minha alma, mas não poderá ver nada além daquilo que permito que enxergue.
Enrolará meus cabelos entre os dedos, lembrando dos retratos de anjos, então compreenderá que não sou como pensavas. Suspirará ao sentir o aroma vindo de meus cachos e se lembrará sempre deste cheiro, independentemente de quando o sinta.
Escutará meu nome e recordará de jasmins, mesmo que eu não goste de comparações com meu nome. Tentará memorizar músicas que citem meu nome, mas achará poucas e fará brincadeiras por isso.
Tu lembrarás de mim no meio da madrugada e se perguntará o que estará fazendo a mulher de riso fácil, de postura ereta e de conversa leve. Vai tentar de tudo pra tirar da cabeça a mulher que tentou de tudo para te ver bem, vai falhar e lágrimas virão a cair. 
Quanto a mim, estarei onde decidir que seja meu lugar, até que eu decida ir para outro local, pois sou brisa leve e não permaneço quando noto que está para se formar tempestade. 
Não gosto de ventanias em que parece que vou ser desprendida de mim mesma, prefiro a brisa que passa e deixa leveza por onde passa. Gosto é da paz que tem por aí, meu bem.
E quando sentires falta de mim, quando perceberes que a saudade é grande, lembre-se que basta suspirar meu nome que, ao fechar seus olhos, verá esmeraldas te encarando de volta.
Mas entenda, realmente compreenda, por tudo que chorei, por cada lágrima derramada, nada me trará de volta a sua jornada. Adeus é uma palavra que parece que machuca, mas que na realidade liberta.
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