Na estante: O Conto da Aia - Margaret Atwood

O Conto da Aia é um livro que não é dos dias atuais, mas acredito que nenhum outro poderia nos fazer pensar tanto sobre a influência religiosa dentre a política. Além disso, é uma obra que toda pessoa deveria ler e se colocar no lugar das aias que comem o pão que o diabo amassou...


Na obra, acompanhamos a vida de Offred, uma aia, a qual antes tinha um nome próprio e pertencia somente a si mesma. Ela sofre bastante, mas continua uma mulher forte, determinada e nunca aceitando o que a nação se tornou nem como as mulheres são tratadas, apesar que maltratadas poderia ser uma palavra bem mais adequada quanto ao que as mulheres passam.
E a obra literária deu vida à série que ganhou tantos prêmios e que nos dá imagens bem drásticas e que amedrontam. Mas, devo dizer, ler a obra antes de assistir é uma ótima pedida. Além de o livro ser fenomenal.
Quanto ao Estado de Gilead, é assustador quantas características enxergamos em países que atualmente são geridos por homens (e até mesmo mulheres) que passam por cima de tudo e que colocam suas visões ultrapassadas acima de qualquer outra pessoa. Também vemos o quanto as mulheres podem ser subjugadas e tantas outras coisas que, meu deus!
Além disso, é possível refletir sobre infertilidade, assim como sobre sexualidade e também referente a quando não se quer ter filhos. Também podemos ler sobre abusos que tantas sofrem na vida real e quanto ao que não costumamos discutir por tantos motivos.


Ainda sobre Gilead, existem os "Centros Vermelhos", onde Aias são treinadas e, supostamente, ensinadas e ali, então, conhecemos Tia Lydia, a qual assombra qualquer um. Bem, ela realmente me assusta e me faz pensar em pessoas específicas até mesmo no governo do Brasil. Assustador, não?
As Aias são personagens que têm seu corpo usado, literalmente, e que perdem a si quando o governo decide que elas são do próprio Estado de Gilead. Além delas, há também as Marthas, as quais também são tratadas de maneira horripilante e que não pertencem mais a si mesmas. 
Não é revoltante só de pensar em uma sociedade assim?!
Margaret é uma autora maravilhosa, que se aprofunda em questões que deveriam realmente ser mais discutidas e, sinceramente, admiro-a demais. Aliás, respira fundo e já pense que após esta obra, há uma continuação, a qual estou morrendo de vontade de ler (The Testament). Viu?
Referente ao momento em que terminei de ler, não sei bem o que senti. Se foi raiva em si, medo, ou até mesmo uma pontada de esperança. Ainda estou, sinceramente, digerindo tudo pelo que as Aias e Marthas passaram... Enfim, já imaginou um mundo assim?
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